Artigo Científico 2013

Physiological responses of broiler chickens to pre-slaughter heat stress

José F. M. Menten, José A. D. Barbosa Filho, Marco A. N. Silva, Iran J. O. da Silva, Aline M. C. Racanicci, Antonio A. D. Coelho, Vicente J. M. Savino

World's Poultry Science Journal , 2013 .

Resumo / Abstract

O estresse térmico pré-abate é frequentemente observado na indústria de frangos de corte no Brasil. Para enfrentar essa condição, as aves desenvolvem respostas fisiológicas que podem, por fim, afetar a qualidade da carne. Um experimento foi conduzido para simular uma situação real de estresse térmico, sob condições controladas em câmara climática, e avaliar os efeitos sobre o peso de carcaça de frangos de corte.
Frangos de corte de linhagem comercial foram criados em um sistema convencional de produção e, aos 42 dias de idade, foram submetidos a uma condição de estresse térmico elevado. Trinta e seis frangos foram colocados em câmaras climáticas sob condição de estresse térmico elevado (temperatura de 30 °C e umidade relativa de 85%). Dois frangos por caixa foram avaliados em cada tempo de amostragem (0, 30, 50, 90 e 120 minutos), sendo aferidos o peso corporal, a temperatura retal e a frequência respiratória.
Após cada período de avaliação, os frangos foram pesados e abatidos, sendo avaliadas as partes da carcaça (peito, pernas, asas e dorso), bem como as vísceras. O procedimento GLM do SAS foi utilizado para as análises estatísticas, empregando-se o teste de Tukey (p<0,05) para comparação das médias.
As respostas fisiológicas temperatura retal e frequência respiratória aumentaram gradativamente de 40,3 para 45,0 °C e de 30,7 para 51,0 movimentos por minuto, respectivamente. A perda hematócrito reduziu de 33,0 para 29,6% com o aumento da duração do estresse térmico. O peso vivo diminuiu com o tempo, atingindo uma perda de 110 g após 120 minutos de estresse térmico. Essa perda foi acompanhada por redução dos pesos das pernas, asas e dorso, enquanto os pesos do peito e das vísceras não foram afetados.
Concluiu-se que os ajustes fisiológicos realizados pelas aves durante o estresse térmico agudo resultaram em alterações na proporção dos componentes da carcaça.

Autores

José F. M. Menten, José A. D. Barbosa Filho, Marco A. N. Silva, Iran J. O. da Silva, Aline M. C. Racanicci, Antonio A. D. Coelho, Vicente J. M. Savino

Classificação

Espécie animal

Frangos de Corte